Vem aí a Manoca!!

Simpatizo com as novas iniciativas. Trazem sangue novo, idéias diferentes, gente brotando no meio cultural e coisa e tal.

Por isso quero conclamar todos a irem até Santa Cruz do Sul. É um novo festival de música, em sua terceira edição, chegando no pampa. E dois shows são macanudos, vide abaixo.

Maiores detalhes com:

(51) 9877 6428 – Diego Moura – Presidente da ASCUPR (Associação Cultural Pró-Rio Grande)
(51) 9264 0996 – Rovani Morales – Vice-presidente da ASCUPR
(51) 9972 7249 – Cleiton Santos – Comissão Organizadora
manocadocantogaucho@gmail.com

Abrazon

El Cohen

Hein? O que é manoca? Segue a explicação da turma:

“Manoca é o conjunto de 20 a 25 folhas de tabaco reunidas para secagem e cura, atadas por outra folha enrolada. É uma das mais usuais maneiras artesanais de classificar o fumo. Deu nome ao festival por tratar-se de um termo usual ao homem rural de Santa Cruz do Sul e do produto que é a base da economia deste gaúcho município”.

Encontro gaúcho em Nova Iorque e Nova Jérsei

Quem viu o filme Casamento grego observou como o pessoal da Grécia mantém suas tradições longe da terra. Uma coisa de orgulho para cada um deles.

Por outro lado…

Tomar chimarrão em Porto Alegre é coisa fácil. A gente vai até o mercado público e compra cuia e bomba. Ali mesmo ou no supermercado perto de casa, compra a erva. E pronto. Um cotidiano comum para muitos porto-alegrenses. E pra gauchada do interior, por que não?

Mas e quando se mora em Nova Iorque? Hein? Hein?

Ou em Nova Jérsei?

Nem sabes onde fica isso, né? Nem como a erva-mate chega lá.

Por isso é que não posso deixar de divulgar o esforço do pessoal.

Neste final-de-semana, iniciando já na sexta-feira tem um grande encontro de gaúchos, o qual reproduzo abaixo o convite, acaso alguém esteja pela região.

Apareça e prestigie o macanudo esforço de nossos desgarrados (e até dos piás norte-americanos que mantém a cultura de seus pais):

Venha celebrar a cultura Gaúcha!

Dia 20 de Junho de 2008
3h da tarde - Workshop - Conheça o Rio Grande do Sul
Biblioteca Pública de Newark –140 Van Buren St, Newark, NJ
7h da noite - Jantar de Confraternização—
Brasilia Grill, 99 Monroe St., Newark, NJ

Dia 21 de Junho de 2008
11h da manhã - Venha mostrar a cultura brasileira!
Participe do Desfile do Imigrante
Avenida das Americas - New York, NY
10h da noite - Baile Gaúcho - Didi Martins e Grupo Devaneio
Palacio Europa—280 New York Ave, Newark, NJ

Dia 22 de Junho de 2008
5h da manhã— Transmissão ao vivo— Galpão do Nativismo—Doroteo Fagundes
Boi na Brasa Grill—1 Merchant St. Newark, NJ
10h da manhã— Encontro Gaúcho - Clube Açores, 144 Wilson Ave. Newark, NJ
Missa Crioula - Danças tradicionais - Música - Poesia
Almoço Típico e Domingueira
Participação Especial - Adelar Bertussi

Informações: (908) 642 7695 Valéria - vshalit@hotmail.com

Carlos Omar Villela Gomes

A lista de poesias do site da Página do Gaúcho sempre prestigiou todas as classes de poeta.

Com isso quero dizer que, face ao sumiço de canais tradicionais de “entrância” no meio da população, como o antigo caderno de literatura do Correio do Povo etc. de alguma maneira, num percentual bem pequetito, assumi esse espaço de oferecer uma publicidade aos novos poetas.

(Carlos Omar com Nenito Saturi na imagem acima)

Durante anos recebi e publiquei poesias de gente miúda (9 anos de idade), prendas desconhecidas (que acabaram sendo requisitadas até por revistas para publicarem seus poemas) e também dos famosos (Aureliano, Jayme Caetano etc.).

Em 2003 levei aquele repecho na justiça e blindei a entrada de novos poemas, sejam eles de quem fossem ou de onde viessem.

Agora, nessa fase mais “madura”, volto a fornecer tal espaço. E o primeiro que vem ocupar é um sujeito que já merecia há muito estar compartilhando seus poemas na lista (não que ele precise, pois já é afamado, mas que trata-se de ombrear minha pequena lista com os tauras!).

Carlos Omar Villela Gomes com seu poema Hoje é um bom dia para se morrer…

(Hahaha, fiquei pensando que significado psicológico teria essa escolha para mim, mas daí pensei que seria muita viadagem ficar a matutar invés de trabalhar).

Visite o poema. Carlos Omar é provavelmente um dos maiores poetas gaúchos vivos da atualidade.

Abrazon

El Cohen

Reestreando com Chango Duarte

Entonces (passo o mate enquanto explico, só não deixa a cuia cair de tanta surpresa!)…

O texto que coloquei na seção de debates da Página do Gaúcho analisa uma questão moderna:

Por que os jovens não participam mais - com tanta freqüência como dantes - dos movimentos tradicionalistas, regionalistas, nativistas etc.

A produção é do nosso costumaz Jorge Frederico Duarte Webber, vulgo Chango Duarte (que parece que o sobrenome alemon não lhe cai bem, hehe).

Lá das bandas de Brasília, o historiador faz questão de pensar sobre as coisas modernas (segue uma foto dele na internet pra ilustrar a estampa do taura).

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Faxinando…

Não dá pra receber o povo no galpão estando ele sujo e atirado. Ah, pois é…

Passei hoje o dia aplicando uma faxinada. Com vassoura de palha.

Claro, como é chão batido, é preciso espalhar água pra não levantar poeira - causo que a patroa me esgoela se isso acontece, pois as roupas no varal (ou quaral?) ficam estendidas e…

De maneiras que aprumei uns cantos, ajeitei pelaqui e ali.

O principal aspecto foi uma remoção exorbitante de links que conduziam para sites que não existem mais. São eles, entre os vários:

  • Grupo Tchê Moleque
  • Netto perde sua alma (que ficava dentro do site da Piedra Produtora)
  • Projeto Sepé Tayaraju
  • Site do escritor Nilo Bairros de Brum
  • Marcello Caminha
  • Chico Saratt

Outros rearranjei, encontrei links substitutos e tal.

Então! Arremangamo as camisa e tamo dando um jeito nesse preguiça.

Abrazon

El Cohen

Chacoalhando as flechilhas…

Pois hoje estava aqui a fuçar nas minhas coisas.

Depois de uma leitura de 70 páginas (pra arrumar argumentos numa pendenga virtual com um padrinho), passei a correr meu orkut e de amigos. Caí num vídeo clip do Marenco.

E cruz credo! Ele tá com parte da barba esbranquiçada.

E mais adelante, nessa empolgação, descobri o Cesar Oliveira…

MAGRO!

(Bispa a foto dele mais abaixo).

Oigalê!

Sou dos tempos que ele subia até o 4o andar do meu escritório pra entregar convite de baile, lançamento de CD e coisa e tal… Mas com algumas (muitas) graxinhas a mais do que hoje.

A goela de ambos artistas continua impecável, senão melhor. Mas o assunto não era elas, e sim eu.

Me dei conta que por função daquele fato lá pras bandas de Piratini hibernei demais.

Sumiu da Página do Gaúcho um galpão de debates com 10.000 mensagens. E um livro de visitas lotado de dicas de bailes, comentários e manifestações. As atualizações mensais viraram anuais (haha). A indiada foi se dispersando pelo pampa virtual em busca de um novo galpão que os acolhesse.

Entreguei os pontos para um desafeto. De graça. De barbada.

Mas agora chega.

Tamo aqui nesse frio dos diachos ouvindo “O melhor de Luiz Marenco” (dos tempos que eu vendia os CDs da Sul Discos via bolicho). Depois de uma garrafa de vinho e uma sopa de feijão das macanudas. Planos estão galopando por cima da minha mesa e atrapaiando a imagem do monitor (figuradamente, minha gente).

Já tabulei dezenas de anotações. Vamos deixar a nostalgia de lado e lavrar esse campo. Limpar o chão batido pros bailes e cevar o mate pros amigos.

Se não temos ainda o mesmo viço de uma dezena e tanto de anos atrás, temos uma cancha que permite carreirar pelo lado certo da pista sem resbalar nas poças e “costeletas” da pista.

De maneiras que vamos acender o velho fogo bagual desse site.

Abram cancha (olha eu aí do lado em Viadutos, 2001).

A gauchada já ficou haragana por demais nesse mundo virtual.

Tá na hora de voltarem pra estância primeira: a Página do Gaúcho!

El Cohen

50 anos é uma marca e tanto! Merece baile!

Hehehe..

Ainda não é tua vez, Diabolin. Nem tua, Sônia.

Mas do CTG Saudades do Pampa, lá pros lados de Goiânia.

E que merece o comparecimento de todos afinal… Manter-se cultuando nossas tradições por cinqüenta anos não é pouca coisa, hehe.

Abraços

El Co

Maiores informações no site http://www.ctgsaudadedospampas.com.br

A encruzilhada do tradicionalismo

Há alguns tempos acompanho tal situação:

Manter-se ferrenho aos ditames de outrora ou acompanhar o mundo moderno?

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Gauchada encarreira e vence o prêmio TIM 2008

O Prêmio TIM é patrocinado pela respectiva empresa de telefonia celular e oferece prêmios aos artistas que mais se destacam no ano.

Pois então? Uma dupla gaucha levou o prêmio, assim como outro cantor.

Quem? Quem?

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Morreu o Padre Paulo Aripe

Texto recebido pelo Departamento de Comunicadores do MTG em 12 de maio de 2008:

O padre Paulo Murab Aripe morreu aos 71 anos, neste sábado (10.05), vítima de embolia pulmonar e de parada cardíaca. Conhecido pelo pseudônimo e autodenominação de Padre Potrilho, seu maior feito foi ter criado a Missa Crioula, além de uma série de atividades que transformaram sua vida numa ligação permanente entre a Igreja Católica e o tradicionalismo gaúcho. A este propósito tornou-se membro da Estância da Poesia Crioula e lançou uma coletânea de livros de sua autoria, como ele próprio dizia: “A Igreja nos Galpões”. No seu entendimento, pondo a Igreja nos galpões, faz deles uma catedral de religiosidade.

Celebrou sua Missa Crioula em praticamente todos os rincões do Rio Grande do Sul, sendo, para ele, “tão importante rezar numa cidade grande quanto em locais simples do interior ou até no estrangeiro”. Após a missa, invariavelmente integrava-se aos tradicionalistas e aos populares declamando seus versos ou, muitas vezes, cantando de improviso ou realizando palestras com vasto conteúdo histórico e emocional.

Uruguaiana sua terra natal, onde nasceu a 11 de junho de 1936, foi o local do seu enterro neste domingo, aos 71 anos. Foi grande o acompanhamento de seus admiradores, tradicionalistas, fiéis da Igreja Católica e mesmo de outras religiões para quem o Padre Aripe sempre foi uma palavra disponível e acolhedora.

Suas obras principais foram Bombacha e Batina, poesia; o Rio Grande e a Cruz, poemas crioulos, 1966; Missa Sagrada, Casamento Crioulo; a Igreja nos Galpões. Entre seus temas preferidos estavam versos falando do rio Uruguai, da natureza, da vida campesina, das lidas do campo, da unidade da igreja com os galpões do tradicionalismo. Uma de suas poesias mais destacadas é “Porque o padre não casa”.

Começou a fazer seus versos campeiros ainda no Seminário, fundou CTG e, quando o Concílio Vaticano II, convocado pelo Papa João XXIII no início dos anos sessenta, permitiu a utilização de músicas e elementos culturais de cada povo nas missas que deixaram de ser rezadas em latim, o Potrilho Aripe ganhou tempo e se adiantou lançando a Missa Crioula, com aprovação eclesiástica. Posteriormente adaptou, ao mesmo estilo, o casamento e o batizado para a linguagem gauchesca.

Dirigiu a Rádio Medianeira, vinculada à Mitra Diocesana de Santa Maria, por aproximadamente dez anos, sendo responsável por uma programação voltada à notícia e às tradições, com grande destaque para a cobertura de todos os eventos dos festivais nativistas durante o período no qual foi o Diretor da emissora.

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