Archive for the 'Registros' Category

Sobre o debate da Semana Farroupilha

Venho me segurando há tempos pra não me manifestar sobre a confusão existente entre LIC, Semana Farroupilha, Conselho Estadual de Cultura etc. Volta e meia recebo mensagens “indignadas” com a condução do assunto pelo Conselho.

Eu imagino que a maioria do pessoal interessado em nossa cultura regionalista acompanhe o assunto pelos jornais, sabendo que a própria secretária da cultura estadual interviu diretamente em alguns assuntos correlatos. Não vou entrar no mérito se adequadamente ou não. Só sei que as coisas foram tomando uma direção exacerbada.

Quando a emoção se envolve e deixa a razão de lado, no tangente a uso dos recursos estaduais, ai, ai, ai.

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Tropeando em terras portuguesas

Este sábado passado (ontem-ontem, ontem-ontem!) peguei a motoca e me fui a terras portuguesas.

Essa região é um tantinho ao sul de Porto Alegre e foi colonizada pelos portugueses (Tapes, Mariana Pimentel, Camaquã e tal).

Fui atrás de minhas origens.

Em Mariana Pimentel e Sentinela do Sul (antiga Vila Vasconcelos) passei muito das minhas férias em casa do meu avô materno, seo Figueiredo.

Cortador de pedra de primeira, moirão sai lisinho quando ele cortava rochedos naturais. Meio-fio de rua era com ele. E ganhava uma grana legal.

Há muito que não revisitava tais lugares. A gente se urbaniza e esquece até o cheiro de bosta de vaca.

Por isso, saindo de Porto Alegre às 13:00, a primeira coisa a fazer foi almoçar um meio-espeto corrido no Restaurante das Cucas.

E de bucho cheio, tocar até a entrada secundária de Sentinela do Sul para visitar a chácara de meu pai, ali perto do seu Celi (nosso vizinho que cantava o terno de reis durante as noites de janeiro).

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Da Manoca do canto nativo, minhas impressões

Pois fomos neste final-de-semana até Santa Cruz do Sul curtir a Manoca do Canto Gaúcho.

Voltei mais faceiro que gordo comendo. Tivemos muitas surpresas (com o Marenco), críticas e elogios à organização do evento e tal.

Vamos dos inícios…

Pinus Parque

É um de nossos esconderijos tradicionais.

Veja nosso “coche” ao lado e compreenderá por quê. Uma floresta de eucaliptos dá um clima bem europeu ao ambiente.

Na cabana, o mais importante: uma lareira pra aquecer o recinto… Até por que os corações a gente (e o vinho) dá um jeito, hehe. Pois melhor que isso, só dinheiro achado.

Pra quem mora em Porto Alegre, dormir nesse clima de corujas piando é algo esplêndido, sem o rosnar dos automóveis, televisões a mil decibéis e outros ruideiros tradicionais.

Na cabana, experimentamos uma das últimas invenções da patroa:

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Chacoalhando as flechilhas…

Pois hoje estava aqui a fuçar nas minhas coisas.

Depois de uma leitura de 70 páginas (pra arrumar argumentos numa pendenga virtual com um padrinho), passei a correr meu orkut e de amigos. Caí num vídeo clip do Marenco.

E cruz credo! Ele tá com parte da barba esbranquiçada.

E mais adelante, nessa empolgação, descobri o Cesar Oliveira…

MAGRO!

(Bispa a foto dele mais abaixo).

Oigalê!

Sou dos tempos que ele subia até o 4o andar do meu escritório pra entregar convite de baile, lançamento de CD e coisa e tal… Mas com algumas (muitas) graxinhas a mais do que hoje.

A goela de ambos artistas continua impecável, senão melhor. Mas o assunto não era elas, e sim eu.

Me dei conta que por função daquele fato lá pras bandas de Piratini hibernei demais.

Sumiu da Página do Gaúcho um galpão de debates com 10.000 mensagens. E um livro de visitas lotado de dicas de bailes, comentários e manifestações. As atualizações mensais viraram anuais (haha). A indiada foi se dispersando pelo pampa virtual em busca de um novo galpão que os acolhesse.

Entreguei os pontos para um desafeto. De graça. De barbada.

Mas agora chega.

Tamo aqui nesse frio dos diachos ouvindo “O melhor de Luiz Marenco” (dos tempos que eu vendia os CDs da Sul Discos via bolicho). Depois de uma garrafa de vinho e uma sopa de feijão das macanudas. Planos estão galopando por cima da minha mesa e atrapaiando a imagem do monitor (figuradamente, minha gente).

Já tabulei dezenas de anotações. Vamos deixar a nostalgia de lado e lavrar esse campo. Limpar o chão batido pros bailes e cevar o mate pros amigos.

Se não temos ainda o mesmo viço de uma dezena e tanto de anos atrás, temos uma cancha que permite carreirar pelo lado certo da pista sem resbalar nas poças e “costeletas” da pista.

De maneiras que vamos acender o velho fogo bagual desse site.

Abram cancha (olha eu aí do lado em Viadutos, 2001).

A gauchada já ficou haragana por demais nesse mundo virtual.

Tá na hora de voltarem pra estância primeira: a Página do Gaúcho!

El Cohen

A encruzilhada do tradicionalismo

Há alguns tempos acompanho tal situação:

Manter-se ferrenho aos ditames de outrora ou acompanhar o mundo moderno?

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Sistemas de cotas na universidade pública

Oié…

Há alguns dias saiu o resultado do vestibular na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). E nele, a pendenga conseqüente da implementação do sistema de cotas. Gente com nota final superior aos cotistas ficou fora em função da reserva de cotas. A princípio, esse assunto me aborreceu bastante.

Mas hoje li o artigo do Juremir Machado da Silva no Correio do Povo. E já começo a pensar diferente:

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Diante de uma cultura falida

O título deste artigo vem de seu homônimo publicado publicado no Caderno de Cultura da Zero Hora de sábado passado, 22 de dezembro de 2007.

Nele, há uma investigação de como são realizados os investimentos (sic) do governo estadual em nossa cultura.

Alguns percentuais são estarrecedores: dos R$ 37 milhões do orçamento, R$ 28 deles são da LIC (o governo abre mão de impostos de empresas privadas desde que estas façam investimentos em eventos culturais), R$ 9 milhões vão para a folha de pagamento e miseráveis R$ 2,9 milhões para manutenção, preservação de patrimônio, produção e expansão cultural, etc.

Um aspecto importante:

As empresas ESCOLHEM onde investir e abrem processo dentro da secretaria estadual para obter essa permissão. Ou seja: apesar de ser controlado pelo órgão público, não é por ele gerenciado, planejado, etc.

Não estou fazendo apologia para que o governo seja onipresente em nossa cultura. Aliás, a própria reportagem apresenta o surgimento (e publicação) de lei que permite às OSCIPs (moderna denominação das ONGs) gerirem órgãos públicos, como a Casa de Cultura Mário Quintana (exemplo). Nela, viria o (pífio) orçamento estadual normal e mais oportunidades, por esforço próprio, de captação de recursos via associados, apresentações, etc.

Penso até que existem bons exemplos: o MTG é uma dessas entidades que se vira sozinha, sem depender da ajuda estadual para fazer as coisas acontecerem. Na verdade, acho que é o governo quem pega uma carona no relativo sucesso com esta entidade.

Mas borbulham duas reflexões em minha “cachola”:

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Barbosa Lessa - lembrete de aniversário

Esse artigo é para lembrá-lo que, se vivo, Luiz Carlos Barbosa Lessa, um dos fundadores do tradicionalismo, hoje completaria 78 anos.

Nasceu em 13 de dezembro de 1929, numa chácara nas imediações da histórica vila de Piratini (capital farroupilha), RS. Devido à dificuldade para cursar uma escola regular, teve de aprender as primeiras letras e quatro operações com sua própria mãe, a qual, ao se improvisar de professora, também lhe ensinou teoria musical, um pouco de piano e, inclusive, uma novidade na época chamada datilografia.

Indo cursar o ginásio na cidade de Pelotas (Ginásio Gonzaga), aos doze anos fundou um jornal escolar (”O Gonzagueano”), em que publicou seus primeiros contos regionais ou de fundo histórico. E também fundou o conjunto musical significativamente denominado “Os Minuanos” (uma das tribos indígenas no velho Rio Grande do Sul), que pretendia se especializar em música regional gaúcha mas que, por inexistência de repertório àquela época, teve de se conformar com o gênero sertanejo e um tanto de música urbana brasileira.

Leia mais em Barbosa Lessa.

Abraços,

El Cohen

Gauchada peleando na Copa da Literatura

Pois aí está um causo muito simples de ajudar um conterrâneo.

Chacoalha os pelos no pelego, se aprochega até esse micro e clica na imagem abaixo. Ela vai te levar para um site onde há uma disputa entre o livro do Luiz Antonio de Assis Brasil e outro rapaz lá.

Descendo os comentários há um ponto em que se pergunta se a vitória do Música Perdida, livro do Assis Brasil, foi justa. Mas claro que foi. Tasca teu SIM e clica no VOTAR!

Vais consumir 10 segundos da tua vida. Cooperando com um patrício.

Abrazon (não te custa nada chê e tamos garantindo um pingo a mais pra nossa cultura).

El Cohen

4.6

Da série: alguma coisa a gente tem em comum!

Não entendeu?

Visite www.paginadogaucho.com.br/bio.htm

Abrazon

El Co

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