Da Manoca do canto nativo, minhas impressões
Pois fomos neste final-de-semana até Santa Cruz do Sul curtir a Manoca do Canto Gaúcho.
Voltei mais faceiro que gordo comendo. Tivemos muitas surpresas (com o Marenco), críticas e elogios à organização do evento e tal.
Vamos dos inícios…
Pinus Parque
É um de nossos esconderijos tradicionais.
Veja nosso “coche” ao lado e compreenderá por quê. Uma floresta de eucaliptos dá um clima bem europeu ao ambiente.
Na cabana, o mais importante: uma lareira pra aquecer o recinto… Até por que os corações a gente (e o vinho) dá um jeito, hehe. Pois melhor que isso, só dinheiro achado.
Pra quem mora em Porto Alegre, dormir nesse clima de corujas piando é algo esplêndido, sem o rosnar dos automóveis, televisões a mil decibéis e outros ruideiros tradicionais.
Na cabana, experimentamos uma das últimas invenções da patroa:
Espetar queijo e comer com vinho. Loco de especial.
Resmungo, reclamação etc.
A Manoca da Canção é organizada pela comunidade. A gente percebe isso.
Tem um jeito amador envolvendo o evento e, de certo modo, é bom pois as pessoas se desdobram em mil gentilezas, circunstâncias que num festival mais “maduro” tenderiam a ser mais secas.
Mas por outro lado, carece de uma certa cancha que ambientes mais experientes detém.
Exemplo: compra de ingressos. Como não moro em Santa Cruz do Sul, foi difícil adquiri-los.
Fiquei chateado visto que, vindo de Porto Alegre, não tinha como depositar na conta de alguém para comprar os ingressos. Caramba, algo tão simples como depositar, chegar na tarde do evento até um guichê e se identificar pra pegar os ditos.
Aliás, também não vi em lugar algum endereço de site onde pudesse conhecer antecipadamente quem eram os concorrentes (somente na volta da viagem é que descobri o blog, mas bem que ele poderia estar no poster).
Nem mesmo no dia doe vento encontramos algum flyer com essa informação. Uma cópia xerox resolveria a questão. Uma pra cada casal ou pessoa entrando no salão e já resolvia o assunto. Teve gente que cantou bem pra caramba… E eu não sei o nome, apesar da apresentação realizada.
De qualquer maneira, a música diz que “não podemo se entregá pros home de jeito nenhum“.
Avançamos na secretaria da Escola Dom Alberto e tentamos comprar as entradas. Nadicas, esgotaram-se os ingressos foi o que ouvimos. Entramos no salão e lá fui eu de enxerido no palco feito dedo de guri em nariz. E numa dessas, encontrei o Rovani e comprei dele os ingressos. Mas por sorte.
Mas gente… Não precisava ser assim, né?
El pueblo vem de longe para prestigiar o evento - e isso é motivo de orgulho para a organização - e não tem apoio da turma local que organiza? Fica a dica, que é uma crítica construtiva, já que vem novo evento aí em agosto (e eu espero estar presente novamente).
Bamo que bamos pros próximos assuntos.
Noite de sexta-feira
Depois de muito rodarmos, encontramos nosso restaurante (que se tornou o preferido em Santa Cruz do Sul).
É o LA FIAMMA - gastronomia com arte na quadra no Nacional, emf rente à praça.
Comida italiana de primeiríssima, garçons altamente treinados e um proprietário pra lá de gentil.
Não tem por que escolher outro.
Sábado
Mas bah! Olha o clima na fotografia abaixo.
Este Hotel é um macanudo recanto pra se esconder dos dias de correria na cidade grande.
Se bem que não estou aqui a contar o assunto do hotel, mas sim a passagem pela Manoca, afinal os nossos passeios durante o dia foram bem comerciais (comprar sapato na região comercial, em especial na loja VENCAL, onde as atendentes todas sorriem, a empresa tem pesquisa de satisfação e a dona (?), uma loira bonitona, circulava em pleno sábado orientando as funcionárias.
Da Manoca
Nas imagens abaixo, em ordem cronológica: a) convites comprados, b) equipe de recepção, c) salão se apreparando pros músicos e d) nós, alegres pra caramba.
O festival foi muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito legal.
Escrevo isso com uma boca de jacaré enorme, com os dentes aqui sorrindo pra caramba.
- Muita gente bonita assistindo ao evento
- Os participantes (já que era a parte local, somente gente da cidade) nervosos, excitados, querendo dar o máximo para se classificar (passam 2) para a fase seguinte, nacional
- Um gurizito que cantou a segunda música com uma goela de Joca Martins, mano véio!!! Coisa espetacular!
- Um clima de alegria dando ares positivos à população presente
- Apoio da comunidade (a longa lista de patrocinadores que ia da padaria até a prefeitura demonstra isso)
- Sucesso de organização no dia: tudo arrumadinho, orientações bem claras, pausas definidas, som funcionando, comércio civilizado etc.
Dos resultados:
Hoje (segunda-feira, 30 de agosto), o coordenador-geral - Cleiton Santos - me informou os vencedores, os quais seguem abaixo (inclusive com micro-filmagens):
Música classificada:
“As luzes da Tapera” de Glauco Lemos/Daniel Petry
Música classificada:
“Da alma, um canto pros meus” letra e música de Tiago Oliveira
Melhor intérprete:
Tiago Souza
Músico revelação:
Carlos Augusto Araújo Iser (13 anos)
Melhor instrumentista:
Fabiano Torres, gaita botoneira
Coisa chata: até agora, nada de informações oficiais no blog oficial do evento. Vamos lá gente, não custa cinco minutos informar quem ganhou! Exceto se perderam a senha ou coisa parecida.
Do Marenco
Pois…
Quando o Marenco apareceu no palco fiquei com olhar de vaca laçada. Mirei a patroa e vi que ela sentia o mesmo.
Veja a foto do taura aqui embaixo (roubei do orkut do Cleiton):
Ele tá parecido com o LULA!!!!!
E tá muito esturricado naquele bolero (jaqueta curta)!
Caímos do cavalo. Ficamos a pensar como uma pessoa pública, na qual essa gurizada toda projeta seus desejos, imagens, figuras etc. pode ficar assim?!
E quase no mesmo instante nos quedamos a pensar em nós mesmos. Ora, conhecemos o Marenco (e a imagem que fica na memória) de quando ele lançou-se no mundo artístico. Isso faz 10-20 anos. E como será que nossos conhecidos nos vêem?
“- O Cohen tá mais careca!”
“- O Cohen tá mais forte.”
“- O Cohen tá mais charmoso.”(só as gurias acham isso)
E percebemos que o tempo marca sua passagem de maneira firme. Demais até.
Mas o Marenco continua o sujeito gentil que sempre foi. E a voz segue a mesma, chacoalhando nossas emoções quando inicia uma milonga. Dê uma bispada no vídeo abaixo:
A experiência da Manoca foi muito gratificante. Esperamos voltar em breve.
O Cleiton me disse, em off, que pretendem colocar 50 ingressos à venda pela internet para resolver o problema dos “estrangeiros”, hehe. O que em si, já é um grande progresso e preocupação com o pessoal que vem de fora.
A Manoca foi dez. E isso foi a parte local. A parte nacional será sensacional (que rima, hein?!).
Abrazon
El Cohen
admin :: Jun.30.2008
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Belo relato, mano Cohen. Já estive nesse recanto alguns anos atrás e o Pinus Parque é mesmo muito bacana. Quem sabe, com esse relato macanudo, não volte, agora também para apreciar nosso cancioneiro.
Baita abraço.
Kleber Diabolin
http://www.kwriter.com.br/ojardimdodiabo
…
Salve, padrinho!
Os horizontes se expandem, ó nobre!
A gauchada cyber terá muitas surpresas esse ano de minha parte.
Acabou-se os tempos de ficar apagado como urubu de tapera!
Quebra-costelas de atravancá esquina.
El Cohen
Desde já agradeço a divulgação e pediria a gentileza de corrigir o nome, para “Fabiano Torres” .
Grande abraço.
Salve, Fabiano.
Mil perdões.
Copiei-e-colei as informações do Cleiton e nem percebi o diminuitivo carinhoso informado por ele.
Parabéns, chê!!!
Abraços
El Cohen