Reestreando com Chango Duarte
Entonces (passo o mate enquanto explico, só não deixa a cuia cair de tanta surpresa!)…
O texto que coloquei na seção de debates da Página do Gaúcho analisa uma questão moderna:
Por que os jovens não participam mais - com tanta freqüência como dantes - dos movimentos tradicionalistas, regionalistas, nativistas etc.
A produção é do nosso costumaz Jorge Frederico Duarte Webber, vulgo Chango Duarte (que parece que o sobrenome alemon não lhe cai bem, hehe).
Lá das bandas de Brasília, o historiador faz questão de pensar sobre as coisas modernas (segue uma foto dele na internet pra ilustrar a estampa do taura).
E isso me apraz.
Não é que concorde, muito antes discorde e coisa e tal, aquela situação bem ordinária de ficar em cima do muro.
Mas é que ELE PENSA. Não segue as cartilhas “por que sim“.
Leia alguns excertos do seu texto (que é longo, mas vale a pena, em especial pelos participantes de movimentos jovens tradicionalistas):
“Sabemos de antemão que o Tradicionalismo nunca parou para perguntar o que o jovem quer. Não falo aqui em perguntar-se a si mesmo (pois os velhos sempre acham que sabem o que os jovens querem, por já tê-lo sido um dia), mas, sim, auscultar a juventude em geral, abrindo verdadeiros canais democráticos de diálogo, através dos quais o jovem manifeste-se livremente, e garantindo que suas críticas, reclamações e sugestões sejam levadas a sério e não esquecidas na gaveta, como sói ser.
Também não me refiro aqui àqueles pobres “robozinhos” aparentemente lobotomizados, sem vida cerebral autônoma da de seu pai e independente da barra da saia da mãe, que soem ser miniaturas de seus progenitores boçais, ao invés de serem eles mesmos.
Tais moços, infelizmente, são, no mais das vezes, meros recitadores das burrices de seus pais, estações retransmissoras dos bolaços das gerações predecessoras, reprodutores da estupidez entronizada há tempos no mundo, sem transcender seu mundinho bitolado.
Este tradicionalismo (obtuso, ultrapassado e retrógrado) que a cúpula da CBTG pretende massificar – defendido pelas pessoas com uma “cabeça antiga” e uma cosmovisão vetusta, démodé, que ocupam cargos de direção – não atrairá jamais a juventude, porque ela foge de normas cheias de proibições e impedimentos, que porejam uma equivocada visão de cultura, e de rituais antiquados e anacrônicos, tais como hastear e arriar bandeiras e aquele senta e levanta para cantar hinos (sem falar nos discursos longos e chatos), numa busca infrutífera por ressuscitar as aulas maçantes de Educação Moral e Cívica dos tempos do governo militar.
Isso é ainda mais impensável num país onde a mídia diariamente evidencia escândalos envolvendo altos dirigentes e a corrupção assola todos os poderes e esferas da administração pública – e não é de já hoje!
(…)
A esse respeito, há muito, venho alertando: há vários “picaretas” e “atochadores” no meio tradicionalista; connaisseurs versados em peanuts e saberes folhetinescos, amateurs ou aficionados dotados apenas de uma erudição ornamental (outros nem isso!), que se presumem de historiadores ou folcloristas e que, por este motivo, colocam em risco de descrédito e/ou saturação toda a produção séria e criteriosa daqueles que receberam formação específica e obtiveram o diploma que os habilita a usar título outorgado por instituição de ensino superior.
Isso deriva do vazio cultural que existe no meio Tradicionalista, caldo de cultura para o achismo, a invencionice e o disparate, pois “em terra de cego, quem tem um olho é rei”, como diz o velho ditado.
(..)
Sobre isso, já dizia o filósofo polonês Leszec Kolakowski que todas as sociedades têm dois tipos de homens: os sacerdotes e os bufões: os primeiros “são aqueles que sacralizam o existente e colocam o selo de verdade absoluta no conhecimento que circula como moeda corrente. Sua missão é preservar o passado e enrijescer o presente” (Alves, 1982: 78).
Já o bufão faz troça com o que é considerado sagrado.
Mas o autêntico filósofo, segundo Kolakowski, não deve só denunciar, acusar, criticar e contestar; deve, além disso, apresentar elementos de análise e reflexão, para dar conta do problema levantado.”
Bueno, o texto está em:
www.paginadogaucho.com.br/deba/jovem.htm
Pros que gostam de uma boa polêmica, um texto inteligente e com referências, esse é um prato cheio de picanha e vazio (que costela é coisa de pobre, heheh).
Abrazon
El Cohen
admin :: Jun.14.2008
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Mas bá, tchê! Que prato cheio para uma bela troca de desaforos. Só a arrogância imberbe de falar em “progenitores boçais” já dá uma pista da tendenciosidade do texto.
Prometo que semana que vem, assim que me ver livre do buçal da PUC (felizmente entro de férias), responderei a esse piazito que, apesar da verve pedante, enxerga o mundo do alto de suas calças curtas.
Kleber Diabolin
http://www.kwriter.com.br/ojardimdodiabo
Mas baaaaaaaa… conheco esse taura desde q nasci
abro pagina de tradicionalismo e me aparece a foto desse putao do meu tio…
esse ai acho que se mudo de Brasilia… mas continua o mesmo loco de sempre
eh uma pena q o jovem hj nao se interesse pelas suas raizes…
como meus pais sao gauchos, foi mais facil pra mim cultivar certos aspectos das tradicoes gauchas durante minha vida (fico puto cmo os Tche Music aqui da regiao de Santa Catarina)…
se eu e ele tivessemos uma metranca cada um, saiamos furando os pneus dos onibus desses caras huahuehuehuehuehuehuehe… e olha q esse cara é mais loco q galinha amarrada pelo rabo!
lembro dum causo que aconteceu com ele… ele, na loja de cds, falando com o vivente de lojam, e chega uma guria, nova, e pergunta pro cara da loja:
- Vcs têm cd do P. Marcelo Rossi??
e o vendedor
- Temos
e a guria
- E cd do REGINALDO ROSSI?… eh q minha mae adora os dois cantores
vendedor
- Tambem temos..
e o Loco do Chango Duarte
- Vem ca, por que tua mae nao compra um REVOLVER DA ROSSI e da um tiro da cabeça??? vai te mal gosto assim la na casa do caralho…!!!
o vendedor quase caiu pra tras de tanto rir, e a mina saiu com a cara mais fechada q pacote pra despacho
ajsuijsiaojasiojai
O que parece arrogância e pedantismo (raiva mal disfarçada, ironia ou indignação) vem de um imberbe de 49 anos que começou no Grupo de Danças “Quero-Quero”, do Grupo Escolar “José de Anchieta”, do Bairro Ipanema, Porto Alegre, em 1970, e, desde 1981, milita ativamente no tradicionalismo em Brasília, tendo fundado já 2 CTG nesta cidade! É alguém que conhece o Tradicionalismo desde as entranhas e não um cão que ladra enquanto a caravana passa… alguém que já viu muita cosa, desde progenitores boçais a críticos que da missa não conhecem um terço! Sou tendencioso sim, gracias a Deus! Tenho a tendência de dizer o que penso, porque “yo canto opinando, que es mi modo de cantar” e digo pelos claros, mas com fundamento! Sou bacharel, licenciado e especialista em História pela Universidade de Brasília, para a qual recentemente voltei, cursando bacharelado e licenciatura em Ciências Sociais, e sou ligado à Associação Nacional dos Pesquisadores de História da Latino-América e Caribe (ANPHLAC). Talvez minha arrogância e pedantismo imberbes me tenham valido uma citação como um bom pesquisador da cultura do RGdoS, pelo jornalista Henrique Júdica Magalhães (http://www.anovademocracia.com.br/34/26.htm).
Moderador: Dá pra mexer no nome do home pra mim, pelamor di Deus?! O nome do jornalista é Júdice e não Júdica, como coloquei em minha afoiteza! Gracias!!! Henrique Júdice Magalhães! Desculpa, don Herique!!!