Archive for June, 2007

Meteorologia por Santiago

Esta foi esplêndida e veiculada no Jornal do Comércio de 25 de junho de 2007, registrando o frio que chegou…

Lenda da erva-mate - Projeto Mão-livre

Através de um generoso empréstimo de Ariane Severo, chegou-me às mãos este livro ímpar.

Um projeto especial, com ilustrações coloridas típicas da cultura guarani. Com frases curtas e fáceis de ler, acompanham imagens com grande transmissão de emoções.

Voltado para o público infantil (e também, por que não, adulto?), contém ainda legendas do texto em LIBRAS (Linguagem Brasileira de Sinais).

Maiores detalhes em:

http://sucuri.cpd.ufsm.br/noticias/noticia.php?id=14146

Corra atrás.

Compre um pro seu filho ou filha.

Já se vão criando apegados à nossa cultura, nossa terra, etc (por que de seriado americano, Bob Esponja e desenho japonês eles já sabem tudo, hehehe).

Abrazon,

El Cohen

O livro de autoria de Melania de Melo Casarin, professora do Centro de Educação da UFSM; André Krusser Dalmazzo, professor do Curso de Desenho Industrial; e Ricardo Antunes Machado, acadêmico de Desenho Industrial. O livro foi produzido pelo Projeto “Mão Livre” do Centro de Educação da UFSM e escrito em LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) e Língua Portuguesa.

O livro é resultado de uma pesquisa interdisciplinar desenvolvida no Projeto Mão Livre. Desde 2002, pesquisa-se no Projeto sobre a produção de livros em Língua Brasileira de Sinais e Língua Portuguesa. A partir de uma adaptação do livro Mitos e Lendas do Rio Grande do Sul, de Antônio Augusto Fagundes, construiu-se uma narrativa em português e LIBRAS.

Durante o processo de ilustração do livro estudou-se minuciosamente as culturas guaranis, enfocando a arte, aspectos físicos e costumes desse povo, a fauna e a flora do Rio Grande do Sul, assim como a representação gráfica dos sinais.

A lenda da Erva-Mate é mais que um retrato de uma das cenas mais emblemáticas das culturas gaúcha e brasileira, resgatando e preservação o nosso folclore e nossa história.

Os autores consideram a iniciativa inovadora. Por ser escrito em LIBRAS e Língua Portuguesa, o livro promove o letramento das comunidades surdas, através de artefatos culturais na língua dos surdos. A obra também poderá ser apreciada pelos profissionais da educação dos surdos, como também por crianças, jovens e leitores interessados pela cultura brasileira.

Jenniffer de Souza - Um belo exemplo

Se no artigo anterior (”Péssimo exemplo“), registrei o que era um mau exemplo, neste agora faço questão de destacar um bom exemplo.

Mais que isso, um belíssimo exemplo.

Por vezes me pego envolvido nestas polêmicas de “pode x não pode“, “era x não era“, um mar de proibições, regulamentações, etc e quase me passa batido uma manifestação cultural das mais revigorantes. Para nossa cultura. E que me deixam com um sorriso largo no rosto.

Jenniffer de Souza é uma menina. De onze anos. Já publicou três histórias em quadrinhos. Todas baseadas em nossos usos e costumes.

Pegando um rastro de inspiração em seu avô, contador de histórias, e com o apoio paterno e também de sua professora, emplacou o terceiro volume da sua revista.

Sabem qual é a tiragem? 15.000 exemplares!

Vou repetir: QUINZE MIL EXEMPLARES.

Há fila na frente da sua escola. De colegas. De professoras doutras escolas que desejam levar para seus alunos as revistas (elas são gratuitas).

Jenniffer, aos nove anos de idade, já escrevia o primeiro exemplar. É literatura de criança para criança (e pra adulto também, por que eu gostei, hehehe).

Mas mais do que isso: ela não está a proibir, dizer que as outras culturas são ruins, regulamentar as coisas, etc.

O que faz é o que todos nós, que gostamos do regionalismo, deveríamos fazer:

Cultuar os hábitos e costumes de nossos antepassados.

Não estou dizendo para entrarmos de bombachas em uma reunião.

Não sou radical. Nem ela.

Estou a comentar que, ao invés de defestrar aquilo que não gosta, ela PRESTIGIA aquilo que gosta. E dedica seu tempo, seu esforço para algo CRIATIVO E POSITIVO.

15.000 exemplares!

Vocês têm idéia do que é isso?

São quase quatrocentos ônibus lotados de crianças a lerem as histórias. E se as mesmas passarem a seus irmãos, pais, etc, é uma corrente que se integra por algo bom, prazeiroso, agradável a impregnar-se ainda mais de nossos princípios gauchescos.

Ao final da pequena revista, um questionário para a criançada responder e ver se aprendeu. Ou seja, além da diversão, ainda há o aspecto didático.

A “Revista do Peãozinho Cambará e da Prendinha Anita“, agora com a participação do personagem Garibalde é uma publicação da Jenniffer de Souza.

O redator (que neste caso só passa para o computador) é Renato Souza, seu pai. Quem ilustra é Osvaldo Mattos Jr. E depois alguns patrocinadores que tornaram esta idéia viável sob o aspecto logístico, como Aucon Automação, Panfácil Alimentos, Catarina Auto-peças, Casa do Papel, Intercity e Unimed.

Acho que são os bons exemplos.

Precisam ser lembrados.

Destacados.

Elogiados.

Copiados.

Uma criança que não está a corrigir se “o lenço campeiro vai pra dentro ou fora da camisa“. Um pai que invés de seguir a cartilha, apóia o nascimento e a criatividade dessa gurizada, ainda mais envolvendo a cultura gaúcha. E os patrocinadores que vislumbraram uma ação pró-cultura gaúcha.

Queria saber mais destas iniciativas.

E as escolas (e patrocinadores, por que não?!) interessadas na revista, contatem rsouzza@ibest.com.br

Um grande abraço a todos,

E parabéns, Jenniffer.

Tua obra faz muito mais para a preservação de nossa cultura do que certos “fiscais culturais“.

El Cohen

Péssimo exemplo

Leio hoje o Jornal Buenas Chê, produzido pelo meu amigo e valoroso Fernando Paim.

Vejo as controvérsias geradas pela ação do MTG-SC sobre a liberdade para música sertaneja em rodeios estaduais. Não vou discutir o assunto, já expressei minha opinião no artigo “Do MTG-SC e a música sertaneja“.

Contudo, cai-me o queixo ao ler a coluna “Andanças”, assinada por D. Machry e entitulada “Sertanojo em pleno rodeio internacional“.

Fiquei estarrecido.

Ao ver expressões como “espetaculozinho de meia tigela de uma dupla sertanojo“, “aquela baianada sobre a qual tenho me insurgido”, “mercado moderno a liberdade de manifestação poderia ensejar tal idéia absurda de misturar o sertanojo com a tradição”.

Respeito.

Esta é um dos princípios que, eu acredito, a cultura gaúcha venera.

Com as mulheres (vê-se isso nas danças, no trato diário, etc). Com os estrangeiros (convidando-os para um mate, dando-lhe guarida, etc). Com os piás. Com os diferentes. Com todo mundo.

E me parece que aquele que se mostra baluarde da cultura gaúcha (e que escreveu o artigo acima), esquece tal princípio.

E em veículo de grande circulação.

Convenhamos! Que desfeita.

EL Co

Leandro Dóro: cartunista macanudo

Esses tempos o Leandro Dóro me enviou alguns cartuns de sua imensa coleção.

O problema é que sou muito lento em processar todas as colaborações. Isso já está se tornando um lugar-comum.

De qualquer modo e interpretação, a hora chega!

E agora estou publicando na seção de Cartunistas da Página do Gaúcho a devida referência ao artista e ilustrações de cunho gauchesco (apesar dele ser eclético e circular por várias outras formas, inclusive a literatura).

Vai junto - no site da PG - um resumo do compadre que catei em seu blog (se estiver incompleto ou inadequado me corrija, hein!).

E abaixo uma palha de um cartum do passo-fundense:

Abrazon

El Cohen

PS: Quer mais? Vai em Página do Gaúcho - Cartunistas