Archive for April, 2007

Do MTG-SC e a música sertaneja

Circula uma celeuma na internet citando o MTG-SC.

Dizem as notícias (e infelizmente a internet é pródiga em espalhar boatos) que a referida entidade está permitindo músicas sertanejas durante os rodeios em seu estado e sob sua organização (do MTG-SC).

As manifestações contrárias usam chavões como “alma gaúcha forjada pelo frio minuano é ofendida“, “estão se deixando levar pela onda globalizada“, “tradicionalismo frankstein“, “deturpação“, etc.

Um cadinho de emoções nostálgicas de um tempo que nem mesmo muitas destas pessoas viveram. Mas eu não estou a recriminá-los. Cada qual briga pelo que lhe apetece. E do jeito que acha mais adequado.

Minha opinião: PERMITAM AS MÚSICAS SERTANEJAS.

Oh! Oh! Oh!

Eu estou cansado de ver as coisas serem feitas por que “é assim que deve ser feito!” ou “assim que era naquela época”.

Pelo amor de deus, as coisas devem ser feitas para dar prazer, felicidade e valor!

Algumas pessoas estão se tornando mais reais do que o próprio rei!

Parte da tradição é inventada.

Barbosa Lessa já fez isso. A rainha da Inglaterra já fez isso. A igreja agora o faz, informando que as crianças não vão para o limbo e sim, direto ao paraíso. Quem pode afirmar de que lado o lenço campeiro era usado? Dentro ou fora da gola?!

É aceitável um patrão de CTG discutir assuntos com seu capataz através do celular em pleno rodeio? Ou usar computadores para listar os associados em dia? Ou receber a boiada em caminhão? Acender o palheiro com isqueiro? Usar energia elétrica para iluminar os bailes? Ou garrafa térmica para guardar a água do mate?

A música sertaneja - presumo aquela do interior de São Paulo - é uma co-irmã nossa. Trata dos mesmos assuntos: boi, vaqueiro, vida no campo, etc. Que mal há? Um medo de que tomem conta de nossa vida?

Mas quando nossos CTG´s invadem outros estados, quando churrascarias tomam conta do país, ninguém reclama ou contraria? São nossos feitos de qualidade sendo exportados e as outras culturas recebem esse quinhão de bom grado, pois são valores bons e interessantes.

Eu poderia adotar vários e diferentes enfoques para sustentar minha afirmação.

Mas busco meus argumentos num livro de famoso pesquisador e historiador cultural: Peter Burke (comentei sobre ele no post “MTG tornou-se globalizador“) que escreveu e editou, pela Editora Unisinos, o Hibridismo cultural.

O resumo da ópera é o seguinte: NÃO TEM VOLTA.

Estamos a misturar-nos com outras culturas.

Percebendo ou não, isso acontece. Querendo ou não, idem.

Seja no linguajar, onde falamos várias expressões em português e até em espanhol (espanhol pode, né?!), no modo de vestir (quem é que não põe um tênis no final de semana? Isso é campeiro?) e assim por diante (nem vou falar de uísque, carnaval, futebol, etc).

Excertos do livro:

A) A globalização cultural envolve hibridização. Por mais que reajamos a ela, não conseguimos nos livrar da tendência global para a mistura e a hibridização…

B) O preço da hibridização, especialmente naquela forma inusitadamente rápida que é característica de nossa época, inclui a perda de tradições regionais de raízes locais.

C) Como outras instituições européias, o carnaval foi transportado para o Novo Mundo, especialmente para aquela parte que foi colonizada pelos católicos do Mediterrâneo. O uso de fantasias e máscaras era um costume tradicional europeu, e mesmo algumas das fantasias favoritas seguiram modelos europeus, dos hussardos e arlequins do Rio aos pierrôs e polichinelos de Trinidad. O desfile das Escolas de Samba do Rio de hoje seguem a tradição dos cortejos e carros alegóricos da Florença e da Nuremberg do século XV.

D) Como a história das linguagens e dos dialetos, a história da cultura em geral pode ser vista como uma luta entre estas duas forças. Às vezes uma tendência predomina, às vezes a outra, mas elas alcançam um certo equilíbrio no longo prazo.

E) Os ternos europeus usados pelos membros da classe alta no Rio de Janeiro no século XIX são um exemplo vívido dessa moda. Os homens suavam em roupas de lã a tempraturas de quarenta graus para mostrar que faziam parte de uma classe abastada que não precisava fazer trabalho braçal, para se distinguir das pessoas comuns, ou para demonstrar seu comprometimento com os valores “civilizados” da zona temperada.

E) Segregação cultural… O que geralmente acontece é que as pessoas vivem uma vida dupla no sentido japonês da expressão, ou seja, na cultura anfitriã durante o horário de trabalho e em sua cultura tradicional nas horas de lazer.

F) Em nosso mundo, nenhuma cultura é uma ilha. Na verdade, já há muito que a maioria das culturas deixam de ser ilhas.

Finalmente, um trecho ainda mais interessante:

… é uma reação forte mas que pode não durar muito. A resistência está fadada ao fracasso no sentido de que os objetivos daqueles que fazem parte da resistência, deter a marcha da história ou trazer de volta o passado, são inatingíveis. No entanto, a resistência não é em vão, porque as ações de resistência terão um efeito sobre as culturas do futuro. Não será o efeito que desejaram, mas apesar de tudo será um efeito.

Tá feito.

De minha parte, venham as músicas sertanejas.

E que o público escolha aquelas que mais gostar!

Abraços

El Co

Tau Golin e o manifesto contra o tradicionalismo

Recebi email (dia 19/04/2007) do historiador Tau Golin apontando reportagem e texto do “Manifesto contra o tradicionalismo”.

Ele sabe que não sou tradicionalista. E que na Página do Gaúcho há espaço para todos os textos e debates. Separatistas, tradicionalistas, anti-tradicionalistas, etc. Não gosto de apenas um viés da história. Dá-me a impressão de cercear a realidade, sei lá.

Daí que fui ler o texto.

Você pode ler aqui a entrevista ou o texto integral do manifesto, ambos sediados dentro do site do Instituto Humanitas Unisinos.

Como sempre, Tau escreve bem, mas…

Foto de Tau Golin
Extraído do blog www.santasaliencia.blogspot.com

De alguma forma, percebo uma raiva, um ranço em apresentar somente aspectos negativos do tradicionalismo. Que estes existem, eu não tenho dúvida. Aliás, venho alertando aqui no blog algumas coisas que me desagradam.

Mas não dá pra ser maniqueísta (8 ou 800). Tau diz que sempre tem alguém no tradicionalismo para agredir quem está fora do padrão. Ou usando brinco. E faz a apologia ao uso do brinco. Que era utilizado por marinheiros, pessoas ímpares. Ora, vamos devagar. Nem lá, nem cá. Será que ele lembra de citar os locais onde o brinco é aceito? Ou somente se apega aos casos da mídia?

Mais: quando eu vejo uma prendinha de 10 anos declamar para 10, 20 pessoas… Há algo de bom aí.

Quando eu vejo a juventude competindo para ver quem dança melhor, idem. Estão todos lacaios a serviço de um controlador maior?! Nenhum deles está em frente ao videogame, à TV a cabo. Nem na internet.

Acho que governos, poderes, etc podem ter se utilizado do tradicionalismo. Da imagem do gaúcho. Assim como também fizeram em outros países e em outros momentos.

Mas eu acho brabo quando as emoções se imiscuem em documentos que deveriam ser racionais e abalizar as questões de maneira científica.

Contudo, ao menos no meu site, todos tem vez.

E é inegável que muitos dos argumentos de Tau estão recheados de razão.

Abraços

Cohen

Olímpiada do gaúcho

Achei muito interessante esta reportagem da Zero Hora de hoje (21/04/2007), realizada pelo correspondente Leandro Belles, lá de Santana do Livramento.

Resolvi copiá-la por inteiro (sabe-se lá até quando fica disponível no site do jornal…).

As fotos são de Duda Pinto, especial/ZH:

A olimpíada do gaúcho

Pilcha é o uniforme dos jogadores que disputam nove modalidades
LEANDRO BELLES/ Santana do Livramento/Correspondente

Nas últimas semanas, o aposentado Antônio Carlos Souza Ramos, 65 anos, se dedicou a aperfeiçoar a pontaria no jogo de bocha. Ele é um dos competidores da 1ª Olimpíada Tradicionalista, que ocorre neste final de semana, em Santana do Livramento, na Fronteira Oeste.

O evento terá disputas em nove modalidades. Além de bocha, truco, esquila a martelo, poesia, música, tetarfe, vaca parada, jogo do osso e futebol sete. Organizada pelo CTG Presilha do Pago, a competição vai reunir mais de 200 participantes.

- Por enquanto, os jogos têm a participação de CTGs locais, mas para o ano que vem esperamos pessoal de fora - projeta o patrão do Presilha do Pago, Rui Rodrigues, 51 anos.

O uniforme obrigatório para as prendas e os peões atletas é a pilcha, e o objetivo é cultuar a tradição gaúcha pelo esporte. A novidade agradou aos tradicionalistas.

- Quem vê de fora acha que o jogo de bocha é chato. Mas depois que se começa a praticar, a coisa muda. Para mim é uma paixão, ajuda na concentração e na coordenação motora - revela Andréia Martins, 39 anos, que desde o ano passado é praticante do esporte gaudério.

A sede do CTG está preparada para receber os competidores, e a expectativa dos organizadores é que curiosos compareçam para acompanhar a olimpíada.

- Nestes jogos de gaúcho não tem como roubar - adverte o gaiteiro Eron Soares, 60 anos, enquanto disputava uma partida do popular jogo do osso, no treino de ontem à tarde.

As regras de alguns jogos

Bocha
Pode ser disputada em equipes ou um contra um. Cada equipe, ou jogador, recebe quatro bolas. O objetivo é jogar elas o mais próximo possível do chico (bola menor que fica no fim da cancha). Quanto mais próximo, mais pontos.

Tava ou jogo do osso
O jogo do osso, um dos mais tradicionais do interior gaúcho, pode ser disputado por diversos competidores. Jogado com o garrão do bovino, tem duas faces (sorte e culo). Ganha quem conseguir, por mais vezes, fazer com que o osso caia com o lado da sorte para cima. As regras podem variar.

Truco
Tradicional jogo de cartas que usa o baralho espanhol. Tem muitas variações (truco cego, espanhol ou uruguaio) mas, em geral, é uma disputa de três rodadas onde vence quem apresentar as cartas com valores mais altos.

Tetarfe
Jogo onde o competidor tem de acertar (com uma ferradura, argola ou medalha) um pino colocado na cancha.

Esquila a martelo
Modo antigo de tosar a ovelha. Usando uma espécie de tosador, vence quem terminar a esquila mais rápido.

Vaca parada
Uma vaca feita de madeira é colocada a uma determinada distância. O competidor tem de acertá-la com o laço.

Tava ou Jogo do Osso

Competidores e curiosos acompanham o treino de
Eron Soares (agachado) para a olimpíada,
que ocorre neste fim de semana em Santana do Livramento

 

Bocha

A sede do CTG está preparada para receber
os competidores, e a expectativa dos organizadores é que
curiosos compareçam para acompanhar a olimpíada

Sindicato del mate - bom humor

Segue uma boa indicação do Felipe Coelho.

Nem ele lembrava mais desta dica.

Mas eu sim.

—– Original Message —–
From: Felipe Coelho ; 16
To: roberto.cohen@pdg.com.br
Sent: Wednesday, June 21, 2006 9:10 AM
Subject: Sindicato del Mate

Olá Roberto Cohen,

há um bom tempo acompanho o sítio e te parabenizo pelo trabalho realizado!

Te indico 2 sítios:

O Sindicato del Mate, do Uruguay, que mistura desenho grafico com humor…e com muito mate, é claro! Eu sou o sócio 49 desta página.
http://www.sindicatodelmate.com

E também o meu diário pessoal, eu que eu escrevo muito sobre a nossa identidade rio-grandense, além de fotos e outros artigos.
http://semeadura.blogspot.com

Bueno, dá uma olhada e me diz o que achaste… se quiseres, divulga de alguma forma.

Un saludo! Aguardo resposta!

Um peão apaixonado pelo Rio Grande

Hoje coloquei no site uma pequena reportagem feita pelo Jornal Zero Hora sobre Paixão Côrtes.


foto de Paulo Franken/ZH

Você pode visitá-la em “Um peão apaixonado pelo Rio Grande“. Encontrará histórias muito curiosas sobre ele e Barbosa Lessa. Como a vez em que sapateou na torre da igreja. Ou quando fizeram uma batucada dos infernos no Paraguai. Além do relhaço dado em um vivente dentro de um carro.

Mas irá se confrontar também com algumas frases muito importantes. Desta vez não são escritas ou ditas por mim. São proferidas por ninguém menos que o fundador do MTG:

  • Paixão acha que o principal inimigo das nosas tradições não é a axé music. “- São esses palpiteiros que todo ano definem o que é tradicional ou não é. Isso é fascismo.
  • - Temos de explorar trilhas para nossa cultura, não limitar com trilhos.
  • Até os modernismos da tchê music são caminhos admitidos por Paixão.
    - Considero modismo, mas se eles tiverem raízes, vão ficar.

 

 

As três frases de Paixão são viscerais:

1. “Fascismo” ele cita. Cartilha, eu complemento. Por que milonga e chamamé são bem aceitos e as cantigas de ritmo afro, como candombé, não? Afinal, os negros participaram da nossa formação. E são claramente alijados do processo de formação cultural, inclusive musical.

2. Nossa cultura precisa ser explorada e pesquisada. Conhecer as vertentes que surgiram aqui e ali. Falas, canções, vestuários, jeitos, etc. Não é para ser colocada em caixinhas, regulada, formatada, “assim pode, assim não!”. Nada de trilhos! Chega de “- Assim é que é o certo!”.

3. Tchê Music. É uma vertente musical, assim foram várias outras no passado. Organiza-se sob um enfoque diferente. E indesejado? O desconforto é apenas no uso de instrumentos elétricos? Ou é por que escapa ao controle, por que não se submete a uma disciplina formalizadora?

Pense.

E leia a reportagem.

Deu trabalho digitalizar, hehehe.

Um peão apaixonado pelo Rio Grande

Abraços

El Cohen

MTG tornou-se globalizador?

Acabo de voltar de mais uma palestra do ciclo de eventos “Fronteiras do Pensamento“. São 23 palestras que ocorrerão o ano inteiro trazendo pensadores do Brasil e do exterior.

Hoje quem conversou com uma platéia lotada no Salão de Atos da UFRGS foi Peter Burke.

Historiador dedicado ao ramo cultural. Este inglês, com doutorado em Oxford, casado com uma brasileira, discursou em português completamente compreensível.

Quem quiser conhecê-lo melhor visite este link.

O conteúdo de sua palestra é-me muito interessante. Posto que hoje existem historiadores sociais, políticos, econômicos, etc numa quantidade imensa de ramificações, Burke é craque no âmbito cultural.

Tenho alguns assuntos entalados nesta área. O último é um registro da CBTG (Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha) criticando o MTG/SC por este permitir música sertaneja dentro de eventos gauchescos. Mas isso é pano pra outra manga que, espero, eu possa retornar em breve.

Burke discorreu sobre globalização cultural. Falou do passado onde havia uma tendência à homogeneização cultural. Traduzindo, uma americanização das culturas, contra a qual o pequenino - na época - movimento tradicionalista gaúcho revoltou-se. Exemplos como “Cocacolização” ou “McDonização” foram usados na palestra.

E papo vai, papo vem, Burke apresentou dois exemplos que alertaram meus gansos auriculares:

  1. A União Européia é um bom exemplo de resistência à globalização mundial cultural. Tenta manter costumes imunes ao que vem de fora - em geral, norte-americano, os eternos bicho-papões. Mas, salientou ele, ao fazer este esforço, a União realiza uma globalização interna, padronizando a cultura dentro da própria Europa e homogeneizando-se internamente.
  2. Outro exemplo foi o Islã. Na busca enfática de resistir aos hábitos e costumes ocidentais, estranhos a ele, acaba por aniquilar as diferenças culturais regionais (dentro do próprio Islã, vide as rixas no Iraque entre sunitas e xiitas).

Assim, eu fico a me perguntar:

O MTG, organismo criado para manter nossa cultura e resistir a uma globalização mundial e cultural, não estaria criando uma globalização (padronização) de nossa diversidade interna?

Quando estabelece regras de como usar bombachas, como eram as danças, etc… Ainda que não autoritariamente, mas na busca de disseminar “a forma mais correta, mais autêntica“, não poderia estar suprimindo as diferenças? A bombacha da campanha é igual à da serra? O lenço de pescoço tem que ser do lado de fora ou dentro da gola da camisa?

Citei exemplos concretos, objetivos, claros. O que mais pode estar submerso nas ações do MTG e que nem o próprio dá-se conta?

Será que no combate ao que vem de fora, não estaria exterminando o que vem de dentro?

Saliento: não estou a “criticar” o MTG. Não se trata de denegrir, “jogar pedra em árvore que dá fruto“, esses ranços vulgares. Não é por aí. Mas é preciso analisar os resultados e conseqüências dos movimentos da entidade.

Burke citou que existem próximo de 6.000 idiomas no mundo. Muitos deles vão morrer em função de uma substituição por língua mais globalizada. E com isso perderemos visões diferentes do mundo, uma riqueza que será difícil recuperar.

E… como fica nossa cultura sob o compasso da homogeneização do MTG?

Pense a respeito.

Abraços

El Co

Um outro pastoreio

Pois faz algum tempo que estou para registrar a criação e obra de uma gurizada sensacional. Estão chuleando garrotear algum editor que se interesse pelo trabalho deles. O qual, segundo minha opinião, é excelente:

A NOVELA GRÁFICA “UM OUTRO PASTOREIO”
APRESENTA UM OUTRO OLHAR SOBRE A LENDA

Já está no ar o site: http://pastoreio.org

O projeto trata de uma história da história de um menino que foi enterrado em um formigueiro. É uma releitura da lenda do Negrinho do Pastoreio, mais conhecida pela magnífica versão do escritor regionalista João Simões Lopes Neto.

A “graphic novel” foi desenvolvida, desde meados de 2004, pelo ilustrador e designer Everson Nazari ( www.dslab.art.br) e pelo jornalista e músico Rodrigo dMart (www.doidivanas.com.br).

A dupla pegou a idéia básica de Simões Lopes Neto (o Everson eu não sei, mas o Rodrigo é lá da terra do homê) e criou uma história com ilustrações excepcionais!

Quanto mais coisa gaúcha neste mundão, melhor a divulgação e preservação de nossas coisas, também nos moldes dos tempos pós-modernos.

Abrazon

El CO

Semana farroupilha: MTG já se movimenta

A gauchada do MTG já se movimenta para a semana farroupilha em setembro.

Recebo mensagem do Felipe Basso que reproduzo abaixo:

O tema para 2007, “Assim se Movimentou o Gaúcho”, já havia sido definido durante o Congresso Tradicionalista, realizado em janeiro deste ano. O site www.semanafarroupilha.com.br já apresenta informações gerais do evento, além do texto-base, com detalhamento do tema. A música-tema, escolhida através de concurso, também será mantida. O regulamento e o início das inscrições serão anunciados nas próximas semanas.

A Comissão Estadual é formada por representantes do IGTG, do MTG, da Secretaria de Estado do Turismo, Esporte e Lazer, da Secretaria Estadual da Educação, Secretaria Estadual da Cultura, Brigada Militar e Famurs.

Tá dado o recado!

Abraços
El Co

Laço: apresava homens e animais

Domingão é sempre um dia tranqüilo para colocar mais conteúdo dentro do site.

Hoje resgatei um antigo texto - 1999. Uma reportagem do jornal Zero Hora por Nilson Mariano com fotografias de Mário Brasil. A mesma faz parte de uma série sobre os Símbolos Gaúchos, onde o laço consta.

Buenaça! Reporta histórias como de Maneco Pereira que laçava com o pé e faz uma conexão com o presente, relatando comentários do guasqueiro Daiço Lemos Lacerda, de Bagé.

O trabalho - da reportagem - ficou muito bom. Ajuda a quem deseja conhecer um pouco mais dos costumes e da história do laço.

Portanto, não fique aí parado e clique neste link “O laço“.

Abraços

El Cohen