Laçador: agora sim!
Agora sim, num vupt, recuperamos nosso símbolo cultural e ainda o postamos num ambiente de respeito. E respeito, todo mundo sabe, não ocupa lugar nem faz ferida no céu da boca, de maneiras que melhorou muito.
Eu também andava com o osso atravessado na garganta - talvez por falta de informações - se o novo lugar do monumento seria melhor do que o anterior.
Na posição em que permaneceu por várias décadas, o monumento era vísivel a todos que chegavam pela BR-116. Inclusive quem vinha do aeroporto.
O problema é que estava isolado (seria um símbolo de nosso estado em relação ao “resto” do país?). Somente era possível percebê-lo quando fechava a sinaleira (semáforo). Para bater uma fotografia junto a ele, era preciso muita coragem para arriscar-se no intenso tráfego e se embrenhar no minúsculo espaço dedicado aos pedestres. Era uma coisa muito chata mesmo! Pior que beber sopa de garfo.
Obviamente não era assim quando o monumento foi erigido. Com o passar do tempo, as mudanças urbanas, o volume de tráfego e outros processos acarretaram estes problemas.
Foi preciso mais uma providência do urbanismo - construir um viaduto para desafogar o tráfego - para que o Laçador ganhasse vida novamente.
Ontem voltei de São Paulo. Pegando uma carona com meu velho pai, passamos por trás do Laçador, já em seu novo local. Vejam as fotos abaixo.



Fiquei muito bem impressionado.
- Há espaço para muitos carros e ônibus estacionarem. Os passageiros descem direto na calçada.
- O monumento está postado, de maneira simbólica, no topo de uma coxilha. Que tal, hein?
- Meu pai disse que serão construídos dois bares para que o pessoal tenha acesso a refrigerantes, água e lanches. Espero em breve um quiosque comercializando lembranças. Seria muito bom. Para o turista que leva um objeto representativo. E para nós, que deixamos nossa marca e ainda juntamos uns pila para manter o monumento.
- Existem vários e vários bancos de praça. Não é preciso chegar no “sítio do Laçador” (como foi batizado) e sair correndo. Tem local para sentar, conversar, planejar, etc. E até tomar um mate, quem sabe?
Pra quem montou todo este sítio temático, meus parabéns!
Paixão Côrtes gostou.
Eu gostei.
E aposto que muito mais gente gostará também depois que conhecer o local.
Uau!
Pontos para nossa cultura!
E vale o ditado: gaúcho é teimoso como capim, depois de morto rebrota.
Aí está nosso símbolo: firme como tronco enraizado!
El Cohen
admin :: Mar.31.2007 :: Registros :: 2 Comments »

Em um texto simples e compreensível, Wilson Tubino esclarece tais dúvidas no capítulo entitulado “





Aliás, convém apresentar o Manual Farrapos para quem não conhece. É uma esplêndida fonte, muito, muito completa sobre o tradicionalismo gaúcho. Eu recebo periodicamente e fico muito feliz com isto. Mas não é só a sua maior qualidade que se destaca no manual.