Archive for March, 2007

Laçador: agora sim!

Agora sim, num vupt, recuperamos nosso símbolo cultural e ainda o postamos num ambiente de respeito. E respeito, todo mundo sabe, não ocupa lugar nem faz ferida no céu da boca, de maneiras que melhorou muito.

Eu também andava com o osso atravessado na garganta - talvez por falta de informações - se o novo lugar do monumento seria melhor do que o anterior.

Na posição em que permaneceu por várias décadas, o monumento era vísivel a todos que chegavam pela BR-116. Inclusive quem vinha do aeroporto.

O problema é que estava isolado (seria um símbolo de nosso estado em relação ao “resto” do país?). Somente era possível percebê-lo quando fechava a sinaleira (semáforo). Para bater uma fotografia junto a ele, era preciso muita coragem para arriscar-se no intenso tráfego e se embrenhar no minúsculo espaço dedicado aos pedestres. Era uma coisa muito chata mesmo! Pior que beber sopa de garfo.

Obviamente não era assim quando o monumento foi erigido. Com o passar do tempo, as mudanças urbanas, o volume de tráfego e outros processos acarretaram estes problemas.

Foi preciso mais uma providência do urbanismo - construir um viaduto para desafogar o tráfego - para que o Laçador ganhasse vida novamente.

Ontem voltei de São Paulo. Pegando uma carona com meu velho pai, passamos por trás do Laçador, já em seu novo local. Vejam as fotos abaixo.

Fiquei muito bem impressionado.

  • Há espaço para muitos carros e ônibus estacionarem. Os passageiros descem direto na calçada.
  • O monumento está postado, de maneira simbólica, no topo de uma coxilha. Que tal, hein?
  • Meu pai disse que serão construídos dois bares para que o pessoal tenha acesso a refrigerantes, água e lanches. Espero em breve um quiosque comercializando lembranças. Seria muito bom. Para o turista que leva um objeto representativo. E para nós, que deixamos nossa marca e ainda juntamos uns pila para manter o monumento.
  • Existem vários e vários bancos de praça. Não é preciso chegar no “sítio do Laçador” (como foi batizado) e sair correndo. Tem local para sentar, conversar, planejar, etc. E até tomar um mate, quem sabe?

Pra quem montou todo este sítio temático, meus parabéns!

Paixão Côrtes gostou.

Eu gostei.

E aposto que muito mais gente gostará também depois que conhecer o local.

Uau!

Pontos para nossa cultura!

E vale o ditado: gaúcho é teimoso como capim, depois de morto rebrota.

Aí está nosso símbolo: firme como tronco enraizado!

El Cohen

O que será de nossa cultura…

Uns piolhos virtuais me incomodam a mente.

Ontem li a matéria na Zero Hora sobre a criação de um CTG no Second Life. Tenho vaga idéia do que é este site, mas acho legal a gauchada se espraiar por tudo quanto é canto. Compartilhar nossos valores, costumes, etc. Enriquece a todos.

Contudo, o trecho que me coçou foi este:

Bourgoin - Realizaremos bailes ao som de música gaúcha todos os sábados. No início, vamos permitir a entrada de todos os avatares, mas, posteriormente, pretendemos fechar a land (terra virtual) somente para quem se associar ao CTG ou para convidados, desde que devidamente pilchados. A nossa intenção é respeitar ao máximo as determinações do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), principalmente no que toca à indumentária e aos costumes.

 

Gaúcho solitário, Glauco Revoredo Guerra

 

Há um ano e meio venho estudando grupos e questões de liderança. Um dos aprendizados é que “quando alguém não assume um determinado lugar, outro alguém vai e faz isso“. Os espaços vão sendo ocupados…

Onde pretendo chegar:

Por que as pessoas estão submetendo-se às definições do MTG para lidar com a cultura gaúcha? A maneira como o entrevistado se expressa, parece - a mim, pelo menos - que apenas a entidade é que conhece a nossa cultura.

Vejam, esta não é uma crítica ao MTG ou ao Bourgoin.

Acho que ambos estão batalhando pela nossa cultura.

Mas… É uma crítica à gauchada.

Alguém pode dizer que “CTG” é uma marca do MTG. Ah, falemos sério. A coisa é mais profunda…

Vamos analisar esta situação específica. Esquecer os dois nomes envolvidos. Abstrair para um plano maior, macro e perceber que uma entidade está ditando (ou politicamente correto, está apontando diretrizes, jeitos, etc) a forma e conteúdo de nossa cultura. Usos. Costumes. Etc.

Por que aceitamos esta liderança que se apresenta quase incontestável? Por que este lugar-comum de “cultura regional gaúcha” = MTG?

Estaríamos enfrentando um vácuo de lideranças regionalistas? Paixão Côrtes mostra-se como a única alternativa? Cadê outros historiadores, pensadores, etc?

(Tenho saudades de Barbosa Lessa)

Hay um temor dentro de mim que nosso grupo (gaúchos) venha delegar a responsabilidade de manter nossas tradições para o MTG. E teremos uma visão única. Que fará mal até para a própria entidade, pois os questionamentos sempre são importantes para evitar a soberba e outros problemas que a liberdade demasiada germina.

Sei que a própria entidade possui mecanismos internos para gerir abusos, etc. Mas sabe como é, quando alguém é autoridade única, exageros podem acontecer. Onde estão os contra-pontos?

Uma analogia regionalista: não dá pra ter somente um estancieiro e dono de toda a terra (leia cultura). É preciso ter vários, igualando-se em poder ou não. Pequenos. Grandes. Variados. O equilíbrio de forças faz bem. Até para evitar um “Grande Irmão” na cultura. Alguém que sabe tudo e a quem reverenciamos e pedimos amém. Ilustro com 1984 (o livro que deu origem ao teatro televisivo BBB da Globo) ou o filme “V de Vingança”.

Solução? Não sei.

Sei que não é culpa da entidade MTG por esta situação.

Afinal, ela batalha pela cultura e vem obtendo excelentes resultados. Não fosse a mesma, talvez vários hábitos estivessem esquecidos no passado. A responsabilidade desta situação que aponto não é da entidade, que faz seu trabalho adequadamente e com competência.

Mas talvez da gauchada. Um movimento de contra-ponto foi o nativismo. Surgido dos festivais, contestava certos dogmas da entidade. Outro é o historiador e professor Tau Golin contestando questões constrangedoras para a entidade. Essa pluraridade de visões sobre a cultura é necessária.

Ter consciência desse momento ajuda.

E próximo passo?

O que tens a dizer?

Abraços

El Co

Por que o primeiro mate é do dono da casa?

Diz aí…

  • Por que na região das missões existe o hábito de cuspir fora os primeiros goles do mate?
  • Ou por que o primeiro mate é sempre servido ao dono da casa?

Em um texto simples e compreensível, Wilson Tubino esclarece tais dúvidas no capítulo entitulado “Condenação jesuítica“, o qual acompanha várias outras informações valiosas no seu livro “Os mistérios ocultos no chimarrão“.

Ler o livro é um petisco para conhecer por que vale a pena comprar o livro indicado e conhecer ainda mais sobre nossa cultura e origens.

E também pra não fazer as coisas sem saber por quê! Hahahaha.

Abrazon

El Co

Novos livros na Martins Livreiro Editora

Salve, amigos.

Hoje, domingão, atualizei o site da editora Martins Livreiro e coloquei mais seis livros que estão sendo comercializados pela equipe da editora.

São eles:

Ah, o novo catálogo de 2007 já está a disposição.

Clique aqui para download. 

Abraços

El Cohen

Missa crioula

Muita gente escreve pedindo orientações para uma missa crioula.

Por mais irônico que seja, pedem para que um judeu (eu, Roberto Cohen) os ajude. Hehehe.

Sem problemas!

A Página do Gaúcho professa o sincretismo (”síntese, razoavelmente equilibrada, de elementos díspares, originários de diferentes visões do mundo ou de doutrinas filosóficas distintas” segundo o Houaiss).

 

Lembrei de uma que assisti no CTG União e Tradição, lá em 2002.

Escrevi para o amigo Chico Fighera, do CTG Barbosa Lessa de São Paulo.

Prontamente atendeu meu pedido.

Enviou-me o texto completo, o qual já se encontra publicado no site na seção “Cotidiano“.

Alegra-me ajudar ao pessoal que buscava este conteúdo.

Espero que possam compartilhar com mais gente.

As coisas são assim, bamo nos ajudando cada qual do jeito que dá e, hermanados, aumentamos a dispersão de nossa cultura. Não para o domínio ou sobrepujar as outras, mas para que todos desgarrados possa fortalecer seus vínculos com a terra de origem.

E chega de discurso, o link é Missa crioula.

Dá uma bispada (hahaha, bispada é boa!).

Abraços

El Cohen

MTG: Festa Campeira tem lançamento oficial

Mensagem recebida do Felipe Basso, assessor de imprensa do MTG, dia 09 deste mês de março de 2007:

Foi lançada, na manhã de sexta-feira (09.03), a 19ª edição da Festa Campeira do Rio Grande do Sul (FECARS), na sede do MTG. Na solenidade, o gerente comercial da TIM, Alcides Silveira, oficializou a parceria da empresa com o MTG, que consiste no patrocínio dos eventos tradicionalistas promovidos pela entidade em 2007.

A FECARS, que ocorre de 15 a 18 de março, no Parque Ireno Michel, em Gravataí, reunirá mais de 2 mil competidores em 20 modalidades campeiras e seis competições esportivas.

O presidente do MTG, Oscar Fernande Gress, destacou em seu pronunciamento a realização, pela primeira vez, da Taça Executivos Municipais, na qual prefeitos e vices-eleitos irão competir na prova do laço, uma das mais tradicionais da festividade.

Gress mencionou ainda o apoio da prefeitura municipal de Gravataí, que disponibiliza toda infra-estrutura necessário para a realização do evento. Na ocasião, foi assinado o termo de parceria entre MTG, TIM e prefeitura municipal de Gravataí.

Além das atrações esportivas e campeiras, o público também poderá assistir à shows nativistas. Os artistas César Oliveira e Rogério Mello, Dante Ramon Ledesma e Roger Constantino serão as atrações no Parque. O horário das provas e dos shows podem ser conferidos no site www.mtg.org.br. A entrada é franca, sendo cobrado apenas estacionamento no valor de R$ 5,00.

Estrutura

Promovida pelo MTG e pela prefeitura de Gravataí, a FECARS contará com a ampliação da área de acampamento e com numeração já determinada para cada Região Tradicionalista presente à festividade. Também será construída uma nova cancha para o jogo de bocha, tetarfe e jogo do osso.

O público terá a disposição 56 banheiros e 46 chuveiros fixos espalhados pelo Parque, além de mais 40 banheiros químicos e duas carretas adaptadas com chuveiros. A expectativa é que aproximadamente 50 mil pessoas, entre visitantes e participantes, compareçam ao local.

Um dos aspectos que me chamou atenção foi o apoio que a TIM dará para todos os eventos tradicionalistas do MTG. Isso me parece bem interessante pois demonstra um movimento mais profissional no sentido de buscar recursos para as atividades relacionadas à cultura.

Abandona-se um certo “ranço” de aceitar a inadequada “comercialização” da cultura. Ela sempre esteve envolvida com isso. Desde os tempos dos bolicheiros, até os fabricantes de pilchas, organizadores de rodeios, etc.

Aliás, eu acho vital para a manutenção da tradição, ter dinheiro e recursos. Vejam o que acontece com os festivais nativistas. Minguam por falta de apoio financeiro. Parte por que não contam com uma estrutura profissional para isso. Que o MTG vem demonstrando, ainda bem!

Outra coisa: os negritos acima são meus. Vejam a construção de canchas para várias modalidades semi-esquecidas, como jogo do osso, tetarfe e outros. Muy macanudo!

Boa sorte a todos,

El Cohen

Atualização do cadastro de artistas

Recolhi um tempito hoje para examinar (e comparar) o guia de artistas do site com o material disponível no Manual Farrapos.

Aliás, convém apresentar o Manual Farrapos para quem não conhece. É uma esplêndida fonte, muito, muito completa sobre o tradicionalismo gaúcho. Eu recebo periodicamente e fico muito feliz com isto. Mas não é só a sua maior qualidade que se destaca no manual.

Ele também é feito em papel cauchê, o que dá um prazer indescritível em folhear. E isso é reflexo de sua diretoria, que prima por produzir sempre material de primeira.

Além de contar com lista de CTG´s, também apresenta vários fornecedores (grupos musicais, suporte a eventos, pilchas, etc), contatos com os artistas, etc.

Bueno, seguem dois links que acho importantes:

Abraços

El Cohen

Martín Fierro

Estou bem feliz hoje.

Retornando às minhas atividades na Página do Gaúcho, publiquei uma matéria guardada há anos.

Trata-se de uma reportagem sobre o poema Martín Fierro, feito pelo Caderno de Cultura da Zero Hora. Sabia que chegaria o dia de usá-lo e aí está. Uma excelente reportagem feita por Ricardo Carle e que cobre vários tópicos. Entre eles:

  1. Origens do poema
  2. A vida de José Hernández, o escritor
  3. Santana do Livramento e as questões sobre a origem do poema na cidade
  4. Opiniões de Luis Carlos Borges e historiadores

Um porém: as imagens scaneadas não ficaram com boa qualidade, pois foram extraídas de folhas de jornais que estariam completando uma década ano que vem, hehe.

Recomendo firmemente a visita na seção de personagens. Siga o link abaixo:

A sombra de Martín Fierro em Livramento

Um grande abraço a todos,

El Cohen

Vídeos de Assis Brasil

Hehehe, na onda do Youtube - agora que descobri - coloquei mais dois vídeos.

Desta vez na página do escritor e comandante Luiz Antonio de Assis Brasil.

Assim, as pessoas além de lerem resumos de sua obra, bisbilhotarem e matar a curiosidade de imagens e fotografias do autor de Videiras de Cristal, agora poderão vê-lo em dois filmes muito bacanas.

Eu recomendo e o link direto é este: vídeos de Assis Brasil.

Abraços

El Cohen

Vídeo do chimarrão no Youtube

Rendi-me às facilidades.

Troquei aquele “demorado” download de 6 MB por um prático e rápido filme no Youtube. Assim, é dispensada a necessidade de baixar o arquivo. Por outro lado, precisa ter o flash instalado no browser, coisa que quase todo mundo já tem.

O link é direto para Chimarrão - aprendendo.

Espero que gostem do novo formato!

Abrazon

El Cohen

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